Sintese divulga estudo sobre cargos comissionados e de confiança em Sergipe

Sergipe | 24/09/2015 13h20

Na manhã desta quinta-feira (24), o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe (Sintese), anunciou em assembleia o resultado de um estudo sobre os cargos comissionados e funções de confiança mantidos pelo estado.

De acordo com a vice-presidente, Vanete Cruz há uns dois meses o Síntese estava realizando um estudo sobre os cargos comissionados e funções de confiança que o estado vem mantendo.

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“Nós detectados que de 2013 até agora houve um grande crescimento nos cargos comissionados e de funções de confiança dentro do estado, contrariando um decreto do próprio governo, assinado no final de 2014, onde ele apresentou um pacote administrativo para a contenção de gastos. E naquele momento foi assinado um decreto em que ele deveria exonerar cargos comissionados e proibir a contratação de comissionados e cargos de confiança. Mas o que vimos é que ao invés de garantir o que o decreto proibiu o governo aumentou o seu gasto”, explicou.

Ainda segundo a vice-presidente os gastos dariam para cobrir os salários solicitados pelos professores e demais servidores. “Nós temos um crescimento de cargos comissionados, que hoje onera a folha de pagamento do estado em R$ 134 milhões. E isso implica em um montante que se o governo cumprisse o decreto e exonerasse os cargos comissionados, mantendo apenas o necessário para manter a máquina administrativa funcionando, nós estaríamos abaixo do recomendado pela Lei de Responsabilidade Fiscal e teríamos recursos suficientes para garantir o reajuste do piso dos professores e dos servidores em geral” , finalizou.

Em nota, a Secretaria de Comunicação do Governo afirma que apenas 3 % da folha são compostos por pagamento de comissionados, desse total 1,5 % não tem vínculo efetivo.

A assessoria explica ainda que mesmo que o governo exonere todos os cargos em comissão, inclusive os secretários de estado a folha de pagamento dos servidores continuaria equivalendo aos 97% do que se paga hoje, o que no entendimento do governo não seria uma economia significativa.

A assessoria informa também que as medidas de redução de despesas tomadas pelo governo integram a reforma administrativa e modernização do estado, implantada em dezembro do ano passado, as quais estão sendo cumpridas.

Fonte: G1SE

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