De quem é a culpa?

Ponto de Vista | 17/05/2013 12h09 - Atualizada às 17/05/2013 12h28

De quem é a culpa?

Continua depois da publicidade

Caros internautas, mais um episódio nos sacodem e provocam discussões, muitas das vezes, equivocadas, exageradas e levianas. O acidente do Povoado Cercado, em que culminou com a morte prematura de um adolescente, nos causaram tristeza e nos levaram a esta reflexão. Mas refletir de maneira responsável, pois antes de tudo, estamos falando de uma vida que fora ceifada e de uma dor que corrói uma família.

Na ânsia de levantar audiência, alguns setores da nossa imprensa vêm de maneira equivocada, buscar os culpados e dar-lhes o julgamento que lhes convém. Responsabilizar a empresa, o motorista, a administração municipal é uma afirmação prematura. Devemos acreditar na Justiça e esperar que as autoridades competentes realizem o seu trabalho. Só assim, poderemos saber ao certo, quem merece a culpa.

Queremos deixar claro que o caso deve e merece ser elucidado, afinal, o que está em questão, é a vida interrompida de um jovem estudante. A dor irreparável de uma família. Mas temos que ter discernimento para avaliar o caso e não nos precipitarmos em culpar sem garantir a quem quer que seja, o direito à defesa.

Continua depois da publicidade

Outro agravante é tentar politizar o episódio. Este acidente não cabe num palanque político. O lugar para tratar deste assunto, é através de uma ação firme por parte da polícia, do Ministério Público e por parte da Administração Municipal. A política partidária quando interfere nestes casos, expõe de maneira grotesca o sofrimento das pessoas, com o intuito de garantir espaço e visibilidade na mídia.

Sem a capacidade de compreender a crítica, não cabe o elogio sincero!

Josival Bezerra

A Semana é de… Marcelo Déda, governador de Sergipe

A edição desta semana presta justíssima homenagem ao governador Marcelo Déda, pelo brilhante desempenho em solenidade no auditório da Codise, quando sancionou a Lei do Proinveste. Considerado por opositores e situacionistas, uma mente brilhante e um mestre da retórica, Déda proferiu, talvez, o discurso mais marcante da sua trajetória política.

Um líder que buscou o diálogo com todos os segmentos, lutou e conquistou com maestria a aprovação de um projeto importante para a economia do estado, no que poderá alavancar importantes obras estruturantes em Sergipe.

Para ilustrar a beleza do seu discurso, destacamos aqui, o retrato de um homem que se emocionou, mostrou a crueza da sua doença e deixou claro que vai lutar com todas as forças para vencer. Somente um homem que um dia sentenciou, ‘tenho apenas duas mãos e todo o sentimento’, tem a capacidade de abrir o seu coração e pronunciar que o seu momento atual, está sendo escrito com sangue, suor e lágrimas.

Confira alguns trechos:

“A maior dor tem sido essa. Fazer a obra e não colher os sorrisos. No fundo é o maior ordenado que eu tenho, é o sorriso na face dos sergipanos. Hoje fiquem felizes todos, da oposição e do Governo, porque os senhores semearam sorrisos. Sorrisos que eu não sei se vou colher, mas quando forem colher, lembrem-se de mim.”

“Eu me sinto feliz, pois foi uma negociação transparente, séria e ética. Busquei agir, como sempre fiz em toda a minha vida pública, com honestidade, seriedade e humildade para buscar os que pensam diferente de mim e mostrar a realidade do que o Proinveste poderia significar para o futuro da nossa juventude, do nosso povo e para o futuro de Sergipe.”

“Passei muito mal ontem à noite, mas pedi muito a Deus para conseguir participar dessa solenidade porque se eu não viesse, poderiam interpretar mal, mas Deus é pai. Meus médicos pediram que desse uma pausa no trabalho por pelo menos 15 dias. Estou fazendo fisioterapia, massagens, porque perdi muita massa muscular.”

“Não acreditem que o Estado está parado, mesmo quando estou em Brasília estou em contato direto com a minha equipe, mas eu não sou tão forte, eu choro, mas tudo tem uma razão de ser. Só paro quando estou na quimioterapia. Faço por amor aos meus filhos, ao meu povo, à Sergipe, por um conceito de responsabilidade. Enquanto Deus me der força e a medicina conseguir me manter em pé, eu continuarei buscando trabalhar pelo Estado de Sergipe, dentro do mandato que o povo sergipano me deu.”

Notas Soltas

Festa das Mães I

A prefeitura municipal de Campo do Brito realizou no domingo, dia 12, uma festa em homenagem às Mães. O evento aconteceu no Ginásio de Esportes e contou com a presença de cerca de 900 pessoas.

Durante o evento, aconteceram algumas apresentações artísticas, preparadas por representantes das secretarias municipais da Assistência Social, da Saúde e da Educação. Ao longo do evento, foram sorteados 41 prêmios doados por amigos, fornecedores e parceiros da administração municipal.

Festa das Mães II

Com um público formado por centenas de britenses, vindos da cidade e dos diversos povoados, a festa contou o show artístico do cantor e compositor, Sandro D’jota. Ao final da festa, foi servido um coquetel e distribuído brindes a todas as mães presentes no Ginásio da cidade.

Rotary Club de Campo do Brito I

Depois de uma reunião ocorrida na Câmara de Vereadores no mês de abril, Campo do Brito passa a contar com o Rotary Club, um clube de serviços que presta relevantes serviços à sociedade.

No encontro realizado no dia 08 de maio, aconteceu a eleição para a escolha da diretoria, bem como a assinatura da ata de fundação do Rotary no município. O empresário José Jdovan da Silveira (Jdovan Móveis) foi escolhido por unanimidade, o primeiro presidente para o biênio 2013|2014.

Entre os membros da diretoria, podemos destacar as presenças dos secretários municipais, José Ernesto Sobrinho e Antônio Ribeiro Filho, o radialista Zé do Sertão e o Publisher do site Galerafest, William Vinícius dos Anjos Andrade.

Rotary Club de Campo do Brito II

O Rotary Club é um Clube de Profissionais, que congrega líderes das comunidades em que vivem ou atuam, fomentando um elevado padrão de ética ajudando a estabelecer a paz e a boa vontade no mundo, e que prestam serviços voluntários não remunerados em favor da sociedade como um todo ou beneficiando em casos específicos, pessoas necessitadas ou entidades que atuam também em favor de desamparados.

Prefeito Léo Rocha emocionado na Festa das Mães

Contrariando a análise dos ‘experts’ em política, o prefeito Léo Rocha foi ovacionado na festa em homenagem às Mães, evento realizado no domingo, dia 12, no Ginásio de Esportes. Ao ser convidado para prestar a sua homenagem às mães, o público o recebeu com calorosos aplausos, causando surpresa e emoção.

No seu discurso, o prefeito agradeceu pelo carinho recebido e garantiu que estará lutando diariamente para trazer dias melhores para Campo do Brito.

Aniversariantes

Fazer aniversário é amadurecer um pouco mais e olhar a vida como uma dádiva de Deus. É ser grato, reconhecido, forte, destemido. É ser rima, é ser verso, é ver Deus no universo. Parabéns a você nesse dia tão grandioso.

Feliz Aniversário!

17|05 – Matheus Jesus, estudante.

19|05 – Loora Figueiredo, estudante.

20|05 – Lukas Silva, estudante.

20|05 – Dayane Almeida, estudante.

21|05 – Rosana Almeida.

22|05 – Gugu Brasil, locutor e apresentador.

22|05 – Keke Roseberg, estudante.

23|05 – Ana Sabrina, estudante.

23|05 – Kalyne Passos, estudante.

23|05 – Wallison dos Anjos, estudante.

Reflexão da Semana

Poema em Linha Reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. 
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. 

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, 
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, 
Indesculpavelmente sujo. 
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, 
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, 
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, 
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante, 
Que tenho sofrido enxovalhos e calado, 
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda; 
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel, 
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes, 
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar, 
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado 
Para fora da possibilidade do soco; 
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, 
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo. 

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo 
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, 
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida… 

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana 
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia; 
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia! 
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam. 
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil? 
Ó príncipes, meus irmãos, 

Arre, estou farto de semideuses! 
Onde é que há gente no mundo? 

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? 

Poderão as mulheres não os terem amado, 
Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca! 
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído, 
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear? 
Eu, que venho sido vil, literalmente vil, 
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza. (Fernando Pessoa, poeta português)

Espaço do Leitor

Participe de nossa coluna, envie suas críticas e sugestões. Nosso e-mail: [email protected] É Vida que Segue…

Tópicos Ponto de Vista
Mais Recentes
Comentários
Publicidade