Prática desenvolvida em Campo do Brito é premiada na 9ª edição do Prêmio CAIXA Melhores Práticas

Campo do Brito | 12/12/2015 14h00 - Atualizada às 12/12/2015 14h45

Reconhecer e valorizar experiências bem sucedidas para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Esse é o principal objetivo do Prêmio CAIXA Melhores Práticas, que está em 9ª edição. São ações desenvolvidas por governos locais, entidades públicas ou pela sociedade, sempre com o apoio da CAIXA.

Este ano, 35 práticas de todo o Brasil foram finalistas, entre 250 projetos homologados e 330 inscritos. Entre os finalistas, o Projeto “Mãe Mandioca” da Associação Comunitária e Produtiva dos Moradores do Povoado Gameleira e Adjacências.

Prática desenvolvida em Campo do Brito é premiada na 9ª edição do Prêmio CAIXA Melhores Práticas

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SITUAÇÃO ANTERIOR À PRATICA

A comunidade vivia da produção da mandioca para subsistência e tinha como principal fonte de renda a farinha, produzida com rentabilidade muito baixa, principalmente devido a existência da figura do atravessador. A produção nas casas de farinha gerava resíduos tóxicos que eram descartados diretamente no ambiente (manipueira) causando prejuízo à água e ao solo, e poluição por conta da queima excessiva de lenha no processo de torrefação da farinha. Os agricultores residiam em casas de taipa e eram, em sua maioria analfabetos, com baixa qualificação para o trabalho e poucas oportunidades para jovens e mulheres, que dependiam diretamente dos cônjuges, dificuldade de acesso ao crédito. Muitos trabalhavam como diaristas para complementar a renda.

RESULTADOS ALCANÇADOS

A Associação conta com 450 sócios e a cooperativa com 82 produtores. A valorização da mandioca e seus derivados fortaleceu a agricultura familiar em 150%. O índice de analfabetismo diminuiu em 65%. São destinadas cerca de 220 toneladas de farinha de mandioca por mês para a cooperativa, que tem capacidade de empacotamento de 26 quilos de farinha por minuto. O Centro de Derivados produz 22.000 quilos de alimentos ao mês, remunerando as mulheres. 80% da produção é destinada a contratos de venda a redes de supermercados e merenda escolar, abastecendo 600 escolas públicas de mais de 30 municípios com produtos regionais. A mini-fabrica de costura oportuniza novos espaços de trabalho e sociabilidade, contribuindo para relações de gênero mais equânimes. A banda oportunizou formação musical para os filhos dos associados. A Associação alcançou reconhecimento como principal impulsionadora do pólo de mandiocultura no estado. Foi publicado decreto de isenção do ICMS para a farinha de mandioca.

RESUMO DOS OBJETIVOS VISADOS E ALCANÇADOS PELA PRÁTICA

Os moradores da Gameleira vivem predominantemente do cultivo da mandioca e seus derivados. Apesar da importância da atividade, encontravam dificuldade para conquistar novos mercados e agregar valor ao produto. A Associação dos Moradores do Povoado da Gameleira organizou produtores para venda direta sem intermediários, formalizou parcerias para inovação das casas de farinha com tecnologia sustentável, realização de treinamentos dos produtores, cursos de capacitação para aproveitamento integral da mandioca. Incentivou a criação de uma cooperativa, participou de editais para merenda escolar e celebrou convênios para comercialização de produtos em rede de supermercado. Conquistou uma sede, onde são realizados outros projetos como a alfabetização de adultos, mini-fabrica de costura, banda com os filhos dos associados. Em 2013 firmou convenio com a CAIXA com o PNHR que possibilitou a realização do sonho da casa própria para 50 famílias. É notável o impacto deste processo na comunidade.

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