Polícia Civil desarticula grupo que emitia RGs falsos

Policial | 17/04/2018 13h49

Nesta sexta-feira, 17, equipes do Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope) efetuaram o cumprimento de nove mandados de prisão temporária e mais dez mandados de buscas domiciliares durante a Operação Fênix. A ação visa concluir uma investigação, iniciada há seis meses, que apura esquema de vendas de RGs, ideologicamente falsos, expedidos pelo próprio Instituto de Identificação de Sergipe.

O trabalho contou com o apoio da Coordenadoria de Polícia Civil do Interior (Copci) e Complexo de Operações Especiais da PM (COE) para execução das ordens judiciais. Cinco dos envolvidos são servidores do Instituto de Identificação de Sergipe; os demais são um agente penitenciário, um oficial da Polícia Militar da reserva e dois profissionais autônomos que agiam como atravessadores.

De acordo com a delegada Mayra Moinhos, a polícia vinha percebendo um derrame de RGs ideologicamente falsos, apreendidos com criminosos diversos em situações dentro e fora do Estado de Sergipe. “As investigações começaram após uma operação de roubo a banco, realizada pelo Cope em 2016, onde os indivíduos que faziam parte de uma facção criminosa da Bahia, estavam em posse de documentos falsos. A partir disso, começamos a observar que muitos criminosos estavam sendo presos portando documentos falsos,” relatou.

Dentre os crimes revelados com a investigação, além da corrupção ativa e passiva que envolvem as falsificações, foram apurados delitos de uso de documento falso, peculato e estelionatos praticados por pessoas que recorriam à compra de carteiras de identidade ideologicamente falsas para a prática de fraudes, em especial, de benefícios previdenciários.

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Ainda de acordo com a delegada do Cope, o agente prisional é apontado como um dos principais envolvidos, principalmente por intermediar entendimentos com bandidos envolvidos em grupos criminosos ligados principalmente ao tráfico de drogas e crimes de homicídios. Ainda segundo Mayra Moinhos, cada documento falso expedido pelo Instituto de Identificação do Estado de Sergipe era comercializado pelo valor aproximado de R$ 5 mil.

A delegada informou ainda, as providências que serão adotadas para esse tipo de fraude ilícita não volte a acontecer, “Hoje a gente tem no Brasil uma serie de consequências em decorrência da expedição desses documentos, isso afeta a economia que afeta diretamente a todos nós. Por isso essa operação foi detalhada para que a gente conseguisse englobar o maior número de pessoas, e agora a Secretaria de Segurança Pública, juntamente com o Governo do Estado, vão fazer uma readequação do Instituto e capacitação dos servidores para que isso não volte a acontecer.” concluiu. Confira o vídeo.

Fonte: SSP/SE

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