Esquistossomose: Sergipe possui 51 municípios considerados endêmicos

Saúde | 01/11/2017 18h05

Dados da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (SES) apontam para a informação de que Sergipe possui 51 municípios considerados endêmicos para a ocorrência da esquistossomose, popularmente conhecida como barriga d’água. Este ano, o Estado se encontra com prevalência na população de 5.5%, resultado esse que teve como referência a detecção feita por agentes de vigilância epidemiológica junto a quase 28 mil pessoas.

Segundo a gerente de endemias da SES, Sidney Sá, a prevalência diz respeito às ocorrências surgidas constantemente em determinado território, o que não corresponde à existência de surtos. “A SES trabalha com dados relacionados à prevalência na população. Temos, dentro dessa perspectiva, o registro desses 51 municípios considerados prevalentes para a esquistossomose, sendo a maioria deles situada na Grande Aracaju, a exemplo de Nossa Senhora do Socorro e Barra dos Coqueiros. As regiões de saúde de Propriá e Estância também são algumas inseridas no grupamento dos municípios considerados endêmicos”, detalhou a gerente.

Esquistossomose

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Esquistossomose é uma doença causada pelo Schistosoma mansoni, parasita que tem no homem seu hospedeiro definitivo, mas que necessita de caramujos de água doce como hospedeiros intermediários para desenvolver seu ciclo evolutivo. A transmissão desse parasita se dá pela liberação de seus ovos através das fezes do homem infectado. Em contato com a água, os ovos desabrocham e libertam larvas que morrem se não encontrarem os caramujos para se alojar. Se os encontram, dão continuidade ao ciclo e liberam novas larvas que infectam as águas e, posteriormente, os homens, penetrando em sua pele ou mucosas.

A doença tem uma fase aguda e outra crônica. Na fase aguda, pode apresentar manifestações clínicas como coceiras e dermatites, febre, inapetência, tosse, diarreia, enjoos, vômitos e emagrecimento. Na fase crônica, geralmente assintomática, episódios de diarreia podem alternar-se com períodos de prisão de ventre e a doença pode evoluir para um quadro mais grave com aumento do fígado e cirrose, aumento do baço, hemorragias provocadas por rompimento de veias do esôfago e barriga d’água, quando o abdômen fica dilatado e saliente porque escapa plasma do sangue. É necessário, portanto, que os cidadãos procurem a UBS mais próxima da sua residência para que sejam acompanhados.

*SES/SE

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