Falta de mandioca em Lagarto e Campo do Brito faz preço da farinha aumentar

Campo do Brito | 25/01/2017 16h29

Em 2016, nove produtos alimentícios tiveram alta acumulada de preço. Um alimento que teve alta é um dos mais consumidos pelos nordestinos: a farinha de mandioca, que sofreu aumento de 6,74%, segundo o Dieese. Este ano, no entanto, a seca tem feito o preço do produto continuar aumentando, e o preço do quilo repassado aos consumidores chega até a R$ 7.

Segundo os comerciantes do Mercado Albano Franco, em Aracaju, o saco de 50 kg de farinha que custa R$ 180, já está custando R$ 240, por isso, o preço do produto precisou aumentar. “A falta de mandioca, principalmente nos municípios de Lagarto e Campo do Brito, fez o saco de farinha encarecer. Sem chuva, a plantação se perde”, contou a comerciante Vanusia da Silva. Antes do aumento, o quilo do produto estava custando em média R$ 4. É o que informa a comerciante Elena dos Santos. “A farinha está muito cara, mas, para não deixar de comprar, o cliente em vez de pegar 5 kg, pega 2 kg, 3 kg, diminui o consumo”.

O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Sergipe (Fetase), Antônio Oliveira, confirma que a seca tem afetado os produtores de farinha de Sergipe. Segundo ele, a plantação que produzia três toneladas, por exemplo, agora produz uma, dessa forma, fica mais fácil entender por que o preço aumentou tanto.

“A produção por tarefa diminuiu muito. Diversos municípios estão enfrentando uma forte seca, quando chove, não molha nem a terra e muitos agricultores acabaram recorrendo a carros-pipa. Por conta dessas situações é que a farinha está bem mais cara. Se falta matéria-prima, não há como ter o produto final”, pontuou Antônio.

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Mandioca em Sergipe

Pelos dados da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), em 2015 os agricultores sergipanos colheram 25.305 hectares de mandioca com uma produção de 380.182 toneladas, sendo município de Lagarto o maior produtor desta raiz. Até julho de 2016, a área plantada no estado estava em 24.279 hectares, e a previsão de colheita foi de 270.654 toneladas de mandioca.

Fonte: Jornal da Cidade.net

Tópicos Campo do Brito, Economia e comercio, Lagarto
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