UFS assume compromisso no combate à Zica

Saúde | 02/12/2015 10h52

combate-a-dengueUniversidade Federal de Sergipe (UFS), Hospital Universitário (HU) e Secretaria de Estado da Saúde (SES) irão se unir em uma frente de combate à disseminação do vírus Zica, que já causou 78 casos de microcefalia em recém-nascidos de 32 municípios sergipanos. Os entes atuarão no combate ao mosquito Aedes Aegypti (vetor de transmissão dos vírus Zica, Chikungunya e Dengue), no fortalecimento da assistência às grávidas com suspeita de infecção e no atendimento às crianças nascidas com implicações devido à exposição ao vírus.

A reunião inicial para a criação de um plano conjunto de ações aconteceu na manhã de ontem, 30, na UFS, e contou com a presença de especialistas das três instituições, dentre eles Angelo Antoniolli, reitor da UFS; João dos Santos Lima Júnior, representando o secretário de Estado da Saúde; e Márcia Maria Macedo Lima, representando a superintendente do HU.

João dos Santos Lima Júnior, que é diretor de Atenção à Saúde da SES, reafirmou no encontro que o combate ao mosquito Aedes Aegypti já vem sendo realizado pelo Governo do Estado, por meio das brigadas contra a dengue, dos carros fumacê, das orientações técnicas aos municípios realizadas pelo setor de Vigilância à Saúde da SES, dentre outros mecanismos que formam um arcabouço de luta contra o mosquito. Há ainda uma equipe da SES realizando treinamento no estado do Pará para que Sergipe passe a fazer o diagnóstico laboratorial de Zica, o que até agora só é realizado em quatro estados do país.

No entanto, diante da situação de surto de microcefalia, que é considerada pelo Ministério da Saúde como “inédita na pesquisa científica mundial”, será necessária a ampliação dos esforços, bem como o compartilhamento de responsabilidades. O grande número de registros de crianças com microcefalia coloca Sergipe em terceiro lugar dentre os estados brasileiros com maior quantidade de casos, atrás somente dos estados de Pernambuco e Paraíba.

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Sensibilizado com a conjuntura, o reitor da UFS colocou a instituição à disposição do Estado para colaborar nas pesquisas científicas voltadas para descobrir a melhor forma de lidar com o surto de microcefalia. “Temos profissionais das áreas de epidemiologia, neurologia, pediatria, fisioterapia, nutrição, obstetrícia e outras tantas capazes de contribuir gerando conhecimento sobre o assunto. Os nossos pesquisadores podem voltar os seus talentos para isso”, incentivou.

As estruturas dos Hospitais Universitários de Lagarto e de Aracaju também serão utilizadas como centros de acolhimento para as grávidas e as crianças que necessitarem de atendimento especial. “O próximo passo deste grupo de trabalho será definir, tecnicamente, quais os procedimentos que serão necessários nestes atendimentos, criando uma espécie de checklist das ações demandadas para o atendimento pré-natal e pós-nascimento de crianças com microcefalia. Depois disso vamos nos reunir com o Ministério da Saúde para pedir uma suplementação emergencial de recursos que nos dê a capacidade financeira de contribuir com este novo cenário da saúde pública”, explicou o reitor.

Recomendações

De acordo com João dos Santos Lima Júnior, diretor de Atenção à Saúde da SES, as mulheres que estão gestantes devem manter as suas consultas de pré-natal em dia, conforme orientação dos obstetras. “Realizar uma consulta por mês, com o mínimo de sete visitas ao médico durante a gravidez é o indicado. Também é necessário relatar ao profissional da saúde caso apresente sintomas que possam ser ligados a infecções virais”, orientou.

Assessoria UFS/SE

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