Sindicato dos servidores de Macambira prepara ato junto a CUT e a FETAM do estado de Sergipe

Notícias | 07/11/2014 21h46

Lideranças sindicais da Central Única dos Trabalhadores realizarão um ato nesta terça-feira, dia 11/11, 8h, em frente à Prefeitura de Macambira, cobrando diálogo e respeito aos trabalhadores filiados ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Macambira (SINDISERVE MACAMBIRA).

O presidente do sindicato, o trabalhador João Souza, explica que os servidores públicos do município estão recebendo um salário-base inferior ao mínimo, portanto o reajuste do vencimento básico é uma das principais pautas da categoria. Ele relata que no ano passado a Prefeitura de Macambira reduziu o salário base dos servidores, que hoje oscila entre R$ 300 e R$ 320, e criou um abono salarial para completar a remuneração.

Para os trabalhadores a situação é desfavorável. Com um salário base de R$ 300, nenhum servidor consegue fazer o financiamento de uma casa, uma moto ou qualquer aquisição que demande comprovação de renda. Além disso, a categoria fica completamente vulnerável frente ao gestor municipal, pois o abono salarial não é o mesmo que salário, e pode ser cortado a qualquer momento.

A manifestação também cobra a regularização do pagamento de férias e da remuneração dos trabalhadores com a criação de um Plano de Cargos e Salários. Outro problema que precisa de solução urgente é a exposição de trabalhadores da limpeza e coleta de lixo sem Equipamentos de Proteção Individual (EPI). “A Prefeitura coloca em risco a saúde destes servidores públicos além do necessário quando não fornece luvas, botas e protetor solar”, reivindicou.

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João Souza frisa que o apoio da CUT/SE assim como o da Federação Estadual dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal (FETAM) tem sido fundamental para romper a solidão da luta nos municípios sergipanos. “Depois da redução do salário, decidi fundar o sindicato. A CUT nos assessorou em tudo, por isso não temos receio de contar com esta central sindical novamente neste ato e em quantos mais forem necessários até que os direitos dos servidores públicos sejam cumpridos e os trabalhadores valorizados”, afirmou.

Informações do Faxaju.

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